segunda-feira, 27 de junho de 2016
Independence Day 2: O Ressurgimento não é um remake disfarçado de continuação, como o caso de várias produções lançadas em 2015. Mesmo com um roteiro meio sem noção, o filme não tenta repetir o que foi visto 20 anos atrás. E quem ganha com isso é o público que ama odiar o trabalho do diretor ou quem simplesmente está em busca de uma diversão desconhecida.

Exatamente 20 anos depois daquele lendário 4 de julho, o mundo convive em plena harmonia e nem desconfia que está prestes a ser atacado mais uma vez por forças alienígenas. A grande esperança da humanidade está na determinação dos heróis dispostos a arriscarem as suas vidas para garantir mais uma vez a independência global.Podemos dividir Independence Day 2 em duas partes: a primeira é uma ficção-científica linda, em que o mundo atual está completamente afetado pelos eventos ocorridos em 1996. A tecnologia extraterrestre foi estudada para ser incorporada na rotina das pessoas. Temos veículos voadores e possibilidades de viajar numa velocidade absurda de um lugar para o outro. Além disso, depois do ataque dos alienigenas, a humanidade inteira parou de brigar entre si e a paz mundial finalmente foi alcançada. Um desejo ingênuo e curioso, considerando que o diretor do filme é especialista em produções sobre o fim do mundo…
Já a segunda parte é pura ação sem o menor compromisso em fazer sentido ou esforço em evitar a exposição do roteiro (“você ficou em coma por mais de 7 mil dias” ou o combo com a foto do personagem de Will Smith, mais a apresentação do filho dele e a explicação da morte do herói do primeiro filme). Nesse ponto, o espectador acostumado a ver apenas cinema de qualidade irá chiar e com razão. E é aqui que separamos quem se permite momentos de distração idiota de quem ficará insatisfeito com o tom bobo adotado pelo filme. Felizmente, faço questão de apontar os defeitos, mas estou no primeiro grupo. Por mais que a primeira parte seja muito mais empolgante, não resisto às invasões alienígenas e faço força para ignorar o ritmo acelerado que sai atropelando a narrativa.
Inclusive, Smith ter recusado o retorno foi até bom para o longa-metragem, que sofre muito com o excesso de personagens e muitos arcos para serem desenvolvidos. A impressão é que Independence Day é uma série de TV e todos estamos familiarizados com cada conflito individual de quem está em cena. Alguns nomes do filme original aparecem apenas como participações especiais. Aliás, vamos falar sobre essa estranha combinação de Top Gun com Independence Day? Precisavam mesmo ter criado um personagem tão clichê quanto o de Liam Hemsworth? Curioso é que mesmo sem originalidade, esses protagonistas possuem um carisma inexplicável que nos faz querer acompanhar as suas aventuras.

Culpado (ou não) o diretor do filme consegue se sair razoavelmente bem dentro das suas limitações se tratando de cinema inteligente. As cenas de ação são eletrizantes e muito bem dosadas com aquelas tradicionais piadas bobinhas para agradar ao público que consome cinema apenas como forma de entretenimento. Assim como em 2012, o mesmo diretor nos conquista por saber trabalhar bem os seus personagens e envolver os espectadores com os conflitos presentes na narrativa. Ou seja, ele dá um jeito de tornar roteiros idiotas em filmes legais pra caralho.
Independence Day 2 é um blockbuster bobão cheio de efeitos visuais de primeira e humanos trocando tiros contra alienígenas. Fãs de games como eu, ficarão alucinados, assim como quem é apaixonado pelo filme original, cuja idiotice foi herdada com juros nessa sequência bastante divertida e indicada para quem é feliz o suficiente para rir do fato de ter gastado muito dinheiro para ver isso nos cinemas em tempos de crise.

Porém o sentimento que fica é que o filme foi feito por uma criança de 10 anos com um amor incondicional pelo Estados Unidos
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