quarta-feira, 11 de junho de 2014
Após o fracasso de “X-Men 3: O Confronto Final” na minha opinião e as críticas positivas de “X-Men: Primeira Classe”, em “Dias de um Futuro Esquecido” vemos o melhor da trilogia original ser ligado ao filme mais recente. E a forma como isso aconteceu foi bem acertada, pegando o que havia de bom nos dois primeiros filmes e praticamente apagando o que vimos no terceiro. Tudo isso sem precisar rebootar a franquia X-Men nos cinemas.

Para ser franco eu não botei muita fé nesse filme, sei lá, não estava com vontade de ve-lo, mas resolvi ir ontem ao cinema e me surpreendi bastante!
Mas voltando no que eu dizia acima, isso é um ponto positivo, uma vez que a moda hoje em dia é recomeçar franquias do zero em filmes e games. O diretor Bryan Singer mostrou que não é preciso recorrer sempre a esse método para criar uma boa história.

Assim, o novo filme se passa em dois períodos diferentes: num futuro apocalíptico onde os mutantes são caçados por sentinelas invencíveis e no passado, 10 anos depois dos acontecimentos de “Primeira Classe”.



Enquanto no futuro nós temos mutantes da trilogia original, com auxílio de outros novos, no passado temos os “mutantes de antigamente” e um Xavier completamente diferente, agora desmotivado após os acontecimentos trágicos de “Primeira Classe”.

O futuro que vemos no filme aconteceu por conta de um evento no passado: Após a prisão de Magneto, Raven (Mística) planejou executar uma série de assassinatos em prol da sobrevivência dos mutantes. Seu primeiro alvo foi o Dr. Bolivar Trask, responsável pela criação dos sentinelas. Os sentinelas tinham o único propósito de destruir os mutantes. E assim que o governo americano se apropria do projeto, o colocam em prática.

No futuro, a única forma de sobrevivência é utilizar o poder de voltar no tempo que Kitty Pride possui. Sempre que estão prestes a serem derrotados, ela volta alguns dias antes de acontecer. Professor Xavier e Magneto, nesta época lutando do mesmo lado, decidem então enviar alguém para um passado longínquo e impedir a morte do Dr. Trask. Lembre-se que essa viagem é apenas mental, pois o corpo fica no futuro, enquanto a mente entra em outro corpo no passado.

Como a viagem poderia acabar danificando o cérebro de quem tentasse, Wolverine foi escolhido para a missão, pois ele não sofreria com esses danos graças ao seu fator de cura.


Assim, Wolverine parte em sua missão de reunir os mutantes do passado para impedir o crime de Mística. Só que as coisas não andavam bem nos anos 70. O Instituto para superdotados foi fechado, Hank McCoy e Xavier se desligaram dos outros e estão vivendo vidas comuns.

Então o filme segue, Wolverine tenta convencer Xavier a voltar com seu projeto enquanto perseguem Mística.

O roteiro é inteligente. Você percebe que os roteiristas trabalharam para tentar impedir decepções como aconteceu em “O Confronto Final”. Existe um motivo lógico para a viagem no tempo, para um novo grupo surgir no passado e para construir um novo futuro. Talvez, só não tenha ficado muito claro porque o Magneto precisou ser solto no passado. Sinceramente, isso foi o único ponto que não entendi por que foi assim.

A trilha sonora aparentemente foi construída a partir da música dos filmes anteriores, assim, você se depara com alguns temas conhecidos. Não é tão memorável, porém, não faz feio em imergir o espectador no filme.


Os efeitos especiais são mais chamativos e impressionantes do que em “Wolverine: Imortal”. As batalhas no futuro são sensacionais. Vemos o Homem de Gelo surfando pela primeira vez no cinema e é demais. A ambientação e aquele sentimento de destruição e sobrevivência fazem com que as lutas tenham mais impacto, pois os mutantes podem perder suas vidas a qualquer momento.

No passado, dou destaque para a cena de luta do Mercúrio contra policiais, filmada com um câmeras especiais que capturam 3000 frames por segundo, assim, foi possível reproduzir toda a velocidade do personagem, enquanto os outros estão em câmera lenta.

“First Class” já foi um ótimo filme e “Dias de Um Futuro Esquecido” conseguiu se sair ainda melhor. O final é surpreendente, ele consegue consertar os erros passados e nos prepara para o próximo filme de 2016, que com certeza será tão bom quanto.

E um grande aviso: NÃO SAIA DA SALA DO CINEMA QUANDO O FILME ACABAR para uma cena que valerá para o próximo filme “X-Men: Apocalipse”.
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